quarta-feira, 30 de março de 2016

Nunca me entreguei por metade
Nem nunca me vendi por tão pouco
Meu problema foi ser inteira
a todos que me consumiram

Não dei e nem fiz meias carícias
Não o julgo de tolo
Nosso pecado é divido,
compartilhado apenas a poucos

Talvez eu não compreenda mais o amor
Porque já o tenha vivido
Mesmo que tóxico
Já o matei antes, não duvido...

O que me falta antes de carinho, é o pudor.
É tanta ironia que me já perdi entre as linhas
Pobre
Diabo
Morto
Vivo
é o que sou.

Eu escolhi a dor
Escolhi a punição.
Escolhi a sentença da culpa
A moral me atinge como raio
Os valores as vezes me corrompem
Não os culpo, eu mereço

Não exponho meus sentimentos para poupa los da desilusão
Não convido o publico a assistir nossa tragédia
pois há quem aplauda a nossas tristezas
e quem queira as nossas cabeças.

Torço para que os poemas sejam certeiros
como eu nunca fui
Torço para o caos nos envolver então.



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