Minha natureza resiste
O meu sangue é quente
Vivo
Fértil
Transpiro luares
Transbordo mares
Inundo
Afogo
Sou vida
Sou flores
cascos
raízes
Sou decrescente
descendente
bruxa
e meretriz
Queimo
Reino
não sou governada
O que é vida me pertence
ilude
e ilumina
Minha presença é manto
que acalenta
e afasta
Meu mal é divindade
E o que me limita
me mata
sábado, 28 de novembro de 2015
quinta-feira, 26 de novembro de 2015
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Instruo o verme que habita minha boca para o oco da minha cabeça
hoje sinto a podridão da minha existência que antes transbordava viva
praguejo a morte
lutando sem horna
nessa derrota
imensa
lutando sem horna
nessa derrota
imensa
quinta-feira, 5 de novembro de 2015
DIA 112
Eu renunciei a tudo
soltei e cortei laços
pra ficar do lado
tipo encosto
encostado
Fiquei almejando
flertando com a inocencia
pedindo clemencia
de um amor vago
pedindo clemencia
de um amor vago
eu queria a alma, o gosto, o gozo
Eu desejei com tanto afinco
que a carne ardia , moída
arrepiava e se contorcia
pelo menor toque.
que a carne ardia , moída
arrepiava e se contorcia
pelo menor toque.
Frustração
é a punição do querer demais
É a expectativa imaculada
quebrada em mil pedaços
Te guardo como se tivesse te parido
como se das minhas entranhas
tu tivesse saído
te aguardo ansiosa
te aguardo
eu sempre te aguardo...
É a expectativa imaculada
quebrada em mil pedaços
Te guardo como se tivesse te parido
como se das minhas entranhas
tu tivesse saído
te aguardo ansiosa
te aguardo
eu sempre te aguardo...
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