sexta-feira, 14 de agosto de 2015

DIA 28

Só consigo escrever quando o karma bate em mim
me arrebenta contra a parede
e me deixa como pólvora.
Largando meu rastro por aí.

Sei que fiquei nas suas mãos,
e no quintal, de onde dá pra ver a lua
fiquei pólvora
fiquei suja

Só consigo escrever quando me atinge
quando fico regurgitando a comida feito vaca
e o estomago queima
quase clamando por sobriedade

Até agora só consegui escrever
porque queria ser como você.
Ser sangue
contínuo
corrente
fluído
quente
que vai correr em alguma veia
e ser bombeado por algum coração

mas só sou pólvora
e não se espera nada de explosões.